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Esta pesquisa investiga o papel da memória traumática na construção do chamado “mito da vítima” no contexto da Alemanha reunificada do século XXI. Especificamente, a dinâmica dos bombardeios Aliados realizados em Dresden, capital da Saxônia, no final de 1945, naquilo que ficou entendido pela extrema-direita como o "Holocausto das bombas".
Analiso o papel do silenciamento e esquecimento nas exposições de museus e memoriais de Dresden, as quais muitas vezes demonstram receio em desenvolver visões contestadoras ou reflexivas sobre o trauma, na construção ideológica da extrema-direita.
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