Projeto de pesquisa de estágio pós doutoral desenvolvido na Universidade Federal Fluminense, com fomento da FAPERJ.A pesquisa, de caráter documental, pretende analisar as obras pintadas por Edith Birkin, que sobreviveu a sua passagem nos campos de concentração e guetos.
Aos 14 anos, Birkin foi levada a Lodz na Polônia e foi conduzida a Auschwitz e, posteriormente, foi libertada de Bergen-Belsen em 1945. Quando retornou a Praga, Birkin descobriu que ninguém da sua família havia sobrevivido à passagem nos campos. Assim, em 1946 Birkin decide se mudar para Londres, onde recomeça a sua vida. Professora de educação infantil e graduada em História da Arte, a polonesa passa a externar, de diferentes formas, os ecos de suas memórias sobre a Shoá, conduzindo ao espaço público suas emoções e sensibilidades acerca dessas experiências.
Assim, o presente trabalho de investigação se concentra na análise das obras produzidas após a sua experiência, compreendendo de que maneira elas operam tanto na construção da memória de Edith Birkin, como também na estruturação de uma memória histórica acerca dos eventos ocorridos no holocausto, bem como a sua elaboração social memorialística.


