Professora Adjunta de História Contemporânea no Departamento de História e no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense (UFF), é doutora e mestra em História pela mesma instituição. Realizou estágio de doutoramento no Centre d’Histoire de Sciences Po (Paris), com bolsa CAPES-COFECUB, e é graduada em História pela Universidade Federal de Viçosa.
É bolsista de produtividade do CNPq (nível 2) e Jovem Cientista do Nosso Estado pela FAPERJ. Desenvolveu pesquisas de pós-doutorado na UFF e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Autora dos livros A ditadura em tempos de milagre: comemorações, orgulho e consentimento (FGV, 2015) e Direitas em movimento: a Campanha da Mulher pela Democracia e a ditadura no Brasil (FGV, 2009), desenvolve pesquisas na área de História Contemporânea, com ênfase em memória, direitas políticas, ditaduras e regimes autoritários.
Trianon, cem anos depois: emoções, pós-memória e usos do passado pelas direitas radicais na Hungria (2010-2024)
Este projeto conta com apoio científico e financeiro da FAPERJ, no âmbito do Programa Cientista do Nosso Estado (Edital 08/2025). A proposta é estudar as formas a partir das quais o governo do FIDESZ, na Hungria, mobiliza, desde sua ascensão ao poder em 2010, emoções herdadas e narrativas de pós-memória sobre o Tratado de Trianon para produzir sentimentos de pertencimento, identidade nacional e coesão política. Para tanto, busco demonstrar como o partido aciona determinado imaginário, já fortemente enraizado, sobre uma nação que é, ao mesmo tempo, grandiosa e vítima inocente de potências estrangeiras. Tomo como referências fundamentais os conceitos de pós-memória, conforme elaborado por Marianne Hirsch (2008) e o de comunidades emocionais, proposto por Barbara Rosenwein (2006). Proponho trabalhar com fontes e objetos de diferentes tipos, como a legislação específica, discursos políticos, além de monumentos, memoriais e museus. Analisados em sua totalidade e, ao mesmo tempo resguardadas suas singularidades, conformam conjunto representativo das formas a partir das quais o FIDESZ mobiliza emoções herdadas e narrativas de pós-memória sobre o Tratado de Trianon. O projeto irá considerar a Hungria e as narrativas sobre Trianon em sua singularidade e, ao mesmo tempo, observando-a como um estudo de caso paradigmático para refletirmos sobre a mobilização de determinadas emoções, os usos e apropriações do passado por regimes de direita radical no limiar do século XXI. Em andamento Integrantes: Janaina Martins Cordeiro Financiador(es): Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do RJ - Bolsa.
Identidade europeia e identidades nacionais: memória, monumentos e passado recente na Europa Central (1989-2020)
Este projeto propõe estudar os processos de construção da memória sobre os passados autoritários da Europa Central no século XX. Após as revoluções de 1989 que colocaram fim às ditaduras comunistas instituídas ainda em fins dos anos 1940, os países da região tiveram que lidar, em meio aos processos de transição democrática, com as questões relativas ao passado recente. Neste sentido, emergiram debates relativos às ditaduras comunistas, mas também sobre a ocupação nazista durante a 2ª Guerra Mundial. O projeto busca, portanto, refletir sobre as formas a partir das quais o passado recente é elaborado e representado nos discursos oficiais e espaços públicos a partir dos processos de redemocratização. Pretende também refletir sobre a apropriação do passado pelos regimes de direita radical que emergiram em determinados países a partir do início do século XXI. Para tanto, tomo como fonte e objeto a construção de monumentos e outros tipos de intervenção na paisagem urbana realizados no pós-1989 em dois países específicos: a República Tcheca e a Hungria. Em andamento Alunos envolvidos: Graduação: (4) / Doutorado: (1) . Integrantes: Janaina Martins Cordeiro (coord.)
Violência, cultura e poder na Europa: do Ancièn Regime ao século XX
Acadêmicos entre pesquisadores vinculados ao Instituto de História da UFRJ e ao Instituto de História da UFF. Trata-se, portanto, de uma iniciativa interinstitucional dedicada à reflexão sobre temas relativos aos processos de violência política que marcaram a Europa nos últimos séculos. A equipe é constituída por pesquisadores com expressiva experiência em estudos sobre o Antigo Regime europeu e sobre regimes autoritários e ditaduras no século XX, bem como sobre os processos de conformação do consenso, sociabilidades, fricções e resistências sob tais regimes, além da conformação de uma certa identidade europeia na confluência de memórias sobre a violência. Os pesquisadores que compõem o grupo vêm, pelo menos desde 2017, realizando importantes trabalhos em parcerias acadêmicas, as quais se fortaleceram com a perspectiva da criação de um grupo interinstitucional a partir de 2020. Nesse sentido, a hipótese de que a violência e o poder na Europa da Primeira e Segunda Modernidades estão diretamente ligados à produção cultural não apenas no sentido de representações e manifestações artísticas, mas também na conformação de uma cultura subjacente, ligada à política e à memória, poderá ser colocada à prova e comprovada nas pesquisas individuais de cada membro, conforme descrito no projeto. Para tanto, os arcabouços teórico-metodológicos da História Cultural, da História Social e da História Intelectual servirão de balizas para a condução do trabalho. Em andamento. Alunos envolvidos: Graduação: (4) / Mestrado acadêmico: (4) / Doutorado: (4) . Integrantes: Denise Rollemberg Cruz, Daniel Aarão Reis, Janaína Martins Cordeiro, Silvia Liebel e Vinicius Liebel Financiador(es): CNPQ - Auxílio financeiro.




































