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MARIANA BRUCE

Professora Adjunta de História da América na Universidade Federal Fluminense (UFF), é coordenadora do Núcleo de Estudos Contemporâneos (2023–2025) e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFF) e do ProfHistória. Doutora, mestra e graduada em História pela UFF.

Foi agraciada com o 1º lugar no Prêmio PRONEX – Cultura Histórica e Usos do Passado (Teses e Dissertações) e é autora do livro Estado e Democracia nos Tempos de Hugo Chávez (1998–2013) (FGV, 2016). Atuou por mais de dez anos como professora de História e Sociologia na educação básica, nas redes pública e privada.

Desenvolve pesquisas na área de História da América Latina, com ênfase nas relações entre poder e sociedade, abordando temas como história intelectual, tempo presente, Estado, movimentos sociais (indígenas e populares), intelectuais indígenas, epistemologias do sul, Bem Viver, revolução, nacionalismo, plurinacionalismo, organizações territoriais de base e democracia participativa

Capa do livro "Estado e democraci nos tempos de Hugo Chávez (1998-2013)", de Mariana Bruce

Livro

Estado e democracia nos tempos de Hugo Chávez (1998-2013)

Mariana Bruce, 2016

Movimentos indígenas, decolonialidade e o Bem Viver na América Latina

O projeto busca analisar as contribuições dos movimentos e/ou intelectuais indígenas na América Latina com ênfase na experiência boliviana, em particular nos intelectuais e movimentos indianistas dos anos 1970 e 1980. Discursos como o de Fausto Reinaga (1906-1994, Bolívia) questionam as estruturas coloniais que se perpetuam mesmo após a independência e o racismo que anula as existências e as subjetividades indígenas. Um dos desdobramentos de suas provocações foi a eleição do primeiro presidente indígena da América do Sul e, por conseguinte, a assinatura de um novo Pacto Social que redefiniu o Estado para Plurinacional e Comunitário, além de assumir o Bem Viver como um horizonte de sentido. Tais mudanças dialogam com saberes ancestrais das Américas que re-existiram ao longo dos mais de 500 anos de colonialismo eeurocentrado. A decolonialidade se apresenta como um campo teórico que se distancia de um caráter pretensamente objetivo e universal reivindicado pela história ocidental e confere ênfase ao lugar e aos corpos de onde partem as ideias, sobretudo aqueles racializados por esta mesma ordem. Deste modo, estreita-se o diálogo com uma produção bibliográfica e documental latino-americana que, sem perder de vista um contexto mais amplo da produção do conhecimento, marca uma posição no sentido de depurar o legado de matriz eeuurocentrica ao passo em que traz maior visibilidade para os saberes produzidos no seio das lutas e reflexões desenvolvidas nessa alteridade epistêmica, contribuindo, assim, para a de(s)colonização do pensamento e da historiografia. Deste modo, a proposta é realizar um estudo dirigido em torno de três eixos fundamentais: a) análise de textos selecionados de Fausto Reinaga ; b) reflexão sobre sua obra e trajetória nos marcos da História Intelectual que articula a produção textual ao contexto no qual esta se insere, questionando a forte tendência ao anacronismo presente nas tradicionais histórias das teorias políticas e sociais; c) evidenciar os desdobramentos desse estudo no âmbito de uma proposta de de(s)colonização do pensamento e da historiografia. Em andamento Alunos envolvidos: Graduação: (12) Integrantes: Mariana Bruce Ganem Baptista - Coordenador.

Aldear e Aquilombar a Universidade Federal Fluminense

O projeto visa contribuir com o aldeamento e aquilombamento da Universidade Federal Fluminense, sobretudo no que se refere ao ingresso, permanência e construção de espaços que proporcionem uma maior presença e um maior protagonismo dos povos indígenas e quilombolas. Prevê, inicialmente, a construção de um Memorial de Re-Existência e do Bem Viver dos Povos Indígenas e Quilombolas, um espaço de convivências através do qual será possível realizar eventos, exposições e dispor de um acervo especializado que privilegie os saberes, culturas e experiências desses povos - com destaque também para a ampliação do acervo físico da Biblioteca do Gragoatá e a construção de uma biblioteca digital especializada em autoras e autores indígenas e quilombolas. Deste modo, acreditamos que será possível estreitar laços, proporcionar convivências e valorizar ontoepistemologias plurais perante nossa comunidade acadêmica e o público de forma geral, garantindo o acesso às produções e vivências de matrizes indígenas e quilombolas compreendendo essas populações como agentes históricos. A partir deste trabalho, será possível também mapear e conhecer as necessidades, expectativas e demandas das populações indígenas e quilombolas quanto ao ingresso no ensino superior; construir de forma conjunta, participativa e colaborativa a proposta de um vestibular específico e de políticas de permanência; promover um estudo de viabilidade para a construção de uma maloca como um espaço de convivência diferenciado; e realizar eventos de distintas naturezas que ampliem esse diálogo. Acreditamos que são ações que trazem uma contribuição significativa para a formação discente e docente, propiciando debates sobre interculturalidade e pluralismo epistêmico na universidade. Em andamento Alunos envolvidos: Graduação: (12) / Mestrado acadêmico: (1) . Integrantes: Mariana Bruce Ganem Baptista - Coordenador / Mariana Paladino - Integrante.

Caminhos para o Bem Viver Bajo el Radar Político

A socióloga aymara boliviana Silvia Rivera Cusicanqui chama atenção para a potência das atuações territoriais e comunitárias que ocorrem bajo el radar político. Em muitos casos, são articulações tecidas por mulheres protagonistas em seus territórios e que possuem uma incidência política invisibilizada. A Teia de Solidariedade da Zona Oeste é uma destas organizações. Foi consolidada em março de 2020 como resposta ao desencadeamento da pandemia, com o propósito de mitigar a fome nos territórios, priorizando as famílias chefiadas por mulheres negras, assim como de avançar na luta pela soberania alimentar e em defesa da agricultura urbana e agroecológica que ocorre no Maciço da Pedra Branca e nos quintais produtivos da Zona Oeste. A proposta desse projeto de extensão é, no âmbito do diálogo entre a universidade e este grupo comunitário, fortalecer as ações realizadas a nível local através da produção e organização de arquivo, documentação das práticas e saberes, realização de entrevistas de história oral de suas participantes e o registro de suas experiências e, de outro, oxigenar o ambiente acadêmico com os aportes teóricos, metodológicos, epistemológicos e ontológicos oriundos dessa encruzilhada que reverbera a caoticidade diaspórica de sujeitas negras que re-existiram à lógica colonial. Em andamento Alunos envolvidos: Graduação: (7) / Mestrado acadêmico: (2) . Integrantes: Mariana Bruce Ganem Baptista - Coordenador.

PETCast #93: Projeto "Caminhos para o Bem Viver bajo el radar político"
01:21:40
PETCast História #69: Bem Viveres - Outros Mundos Possíveis
01:11:31
MESA 6: Política e ideia nas Américas
02:48:17
PETCast História #61: guerra da água na Bolívia: desdobramentos do protagonismo indígena
01:01:06
Conversas das Quintas
01:41:31
Live - “Estado e Democracia nos tempos de Hugo Chávez”, com Mariana Bruce
56:36
Estado e Democracia na América Latina
02:04:01
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